terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Despedida - I

Existem tipos de despedida. Sei disso. Já me despedi várias vezes de várias formas, de várias pessoas.
Despedidas simples, complexas, extensas, rápidas, ultra-rápidas, demoradíssimas...
Despedidas....
De todo jeito dói.
Dói quando menos esperamos; é como uma flechada na garganta, uma punhalada nas costas, uma dor de cabeça latejante...
A despedida mais dolorida é a de saber que não possue.
É de estar perto e saber-se despedido...
É de ler um artigo duro e ter que concordar com ele.
É ouvir de sua amiga verdades que nunca se quis entender.
É estar confusa consigo mesma e achar que está louca. Isto é despedida.
Despedida não vem com manual de instruções.
Ela vem e te corrói e você só percebe quando está sozinha com seus pensares.
Procuro me encaixar numa despedida leve mas não tem jeito.
Ela é cruel. Vem e pronto.
E, ou você se adapta a ela, ou sofre calada para sempre em seu canto......................................
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"Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente."

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